MUVI - Museu Virtual de Artes Plásticas
Monica Barki
Bobinas
Outros trabalhos de Monica Barki

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Outros artistas no MUVI

Monica Barki
Rio de Janeiro, 1956

Graduada em Comunicação Visual e em Licenciatura em Artes Plásticas pela PUC/Rio de Janeiro. Entre algumas individuais realizadas destacam-se Tapume, Espaço Cultural Sergio Porto (Rio de Janeiro, 2004/2005), Amigos da Gravura, Museu da Chácara do Céu (Rio de Janeiro, 2003), Ana C., Galeria Ibeu (Rio de Janeiro, 2003), Collarobjeto, Centro Cultural Recoleta (Buenos Aires, 2000/2001), Galeria Nara Roesler (São Paulo, 2000), Paço Imperial e Galeria Anna Maria Niemeyer (Rio de Janeiro, 2000), Pinturas, Centro Cultural Banco do Brasil (Rio de Janeiro, 1992) e Álbum de Família, litografias, Galeria César Aché (Rio de Janeiro, 1982).
Entre as mostras coletivas destacam-se Impressões Originais: a gravura desde o século XV, Centro Cultural Banco do Brasil (São Paulo, 2007),II Bienal Internacional Ceará de Gravura, Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (Fortaleza, 2006), Arte em Metrópolis, Instituto Tomie Ohtake São Paulo, Museu Oscar Niemeyer Curitiba e Centro Cultural Correios (Rio de Janeiro, 2005) Nova Orlândia (Rio de Janeiro, 2001), Novas Aquisições do MAM e da Coleção Gilberto Chateaubriand, Museu de Arte Moderna (Rio de Janeiro, 2000), 11ª Bienal Ibero-Americana de Arte (cidade do México, 1998), Infância Perversa, Museu de Arte Moderna (Rio de Janeiro, 1995) e 21ª Bienal Internacional de São Paulo (1991).
Suas obras estão presentes nas coleções do Museu de Arte Moderna (Rio de Janeiro), Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro), Museu de Arte da Pampulha (Belo Horizonte), Museu de Arte Contemporânea do Paraná (Curitiba), Itaú Cultural (São Paulo), IBM (Rio de Janeiro e São Paulo), Museu de Arte Contemporânea de Niterói (coleção João Sattamini), Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (Fortaleza) entre outras. Vive e trabalha em Petrópolis.

 

 


Currículo Site da artista

 

Ana C.”, 2002
flexografia sobre papel reciclado (280 x 0,25 m)
suporte de ferro e madeira / altura variável
Coleção João Sattamini

Ana Gana Ana Cana”, 2002
flexografia sobre papel reciclado (280 x 0,25 m)
suporte de ferro e madeira / altura variável
Coleção João Sattamini

Bar com almoço”, 2004
flexografia sobre papel reciclado (330 x 0,40 m)
suporte de ferro e madeira / altura variável

Bobinas

  Entre a mão e a máquina

Sobre as bobinas de Monica Barki

Mais conhecida por sua obra pictórica, Monica Barki, no entanto, começou sua carreira artística com a polêmica série de litografias produzida a partir de retratos de sua própria família: fotografias de parentes foram manualmente reproduzidas com sutis acréscimos de teor erótico. Eram interferências que dependiam da mestria artesanal da artista, então interessada nas questões do hiper-realismo.

Passados mais de 20 anos destas experiências iniciais, Monica retomou recentemente sua pesquisa gráfica. As Bobinas que vem produzindo resultam da combinação de imagens, freqüentemente inspiradas em motivos populares (o cordel, por exemplo), reproduzidas repetidamente em bobinas de papel de embrulho industrializados.

Diferentemente do caráter quase fotográfico de suas litografias, as imagens impressas nas bobinas não possuem qualquer teor realista ou naturalista. Elas não ocultam sua origem manual, nem tampouco as convenções presentes nos repertórios de uma gráfica das camadas populares da cultura brasileira urbana, tanto no que se refere à sua configuração formal, quanto em seus conteúdos temáticos. O teor artesanal das imagens, no entanto, ainda que inequívoco, é subvertido por sua impressão serial e mecânica sobre intervalos regulares das bobinas de papel. Da tensão entre a produção artesanal e os processos industriais de reprodução da imagem pende o sentido poético destes trabalhos de Barki. A ela somam-se outros significados que complementam a sintaxe das Bobinas.

É sabido que a lógica do mercado de arte baseia-se em primeiro lugar na valorização da obra única, quase sempre artesanal. Séries implicam na inevitável depreciação do trabalho de arte. Portanto não deixa de soar estranho que muitos artistas-pintores, por exemplo, adotem critérios de valoração de seus trabalhos fundados apenas nas dimensões dos mesmos. Qualidade e metragem seriam quesitos inconciliáveis para a aquisição de trabalhos de arte? É o que a irônica paródia de Barki parece-nos apontar quando vende suas imagens, qual tecidos ou papéis, a metro.

Fernando Cocchiarale
Crítico de arte e curador do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro, setembro de 2004.


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