MUVI - Museu Virtual de Artes Plásticas
Rafael Alonso
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Outros artistas no MUVI

RAFAEL ALONSO
Niterói, 1983

Formação Acadêmica

2005 - Cursando o 10º período do curso de Pintura na Escola de Belas Artes -UFRJ.

Exposições Individuais

2005 - Galeria de Arte do SESC-Niterói, RJ.
2004 - Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, Niterói, RJ.

Exposições Coletivas

2005 - Imaginário Periférico - Galeria 90, Rio de Janeiro.
2005 - Alvaro Seixas, Hugo Houayek, Rafael Alonso - Espaço Bananeiras, Rio de Janeiro.
2005 - 2º Salão Internacional Laisle.com, curadoria Érika Fraenkel e Carlo Sansolo, Londres.
2005 - "Assentamento" Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, Niterói, RJ.
2004 - 2º Salão Internacional Laisle.com, curadoria Érika Fraenkel e Carlo Sansolo, Rio de Janeiro.
2004 - XIV Salão da Escola de Belas Artes - Seleção 2004 (com o júri: Adriana Varejão, Alexandre Vogler, Chang Chi Chai, Cristina Pape, Ernesto Neto), Rio de Janeiro.
2004 - "Novíssimos 2004" na Galeria IBEU, Rio de Janeiro.
2004 - "Diálogos Plurais" no Centro de Arte Calouste Gulbenkian, Rio de Janeiro.
2004 - XII UniversidArte na Universidade Estácio de Sá, Rio de Janeiro.
2004 - 1º Salão Internacional Laisle.com, Rio de Janeiro, RJ.
2004 - Alvaro Seixas, Hugo Houayek, Rafael Alonso - Galeria da Universidade Salgado de Oliveira, Niterói, RJ.
2003 - XIII Salão da Escola de Belas Artes - Seleção 2003 (com o júri: Milton Machado, Ricardo Basbaum, Guto Nóbrega, Maria Luisa Távora, Paulo Venancio Filho), Rio de Janeiro.

Seleções

2005 - Bolsa Iberê Camargo - Um dos dez artistas selecionados para serem retratados em reportagens especiais publicadas na revista digital do site da Fundação Iberê Camargo.

2005 - Itaú - Rumos Visuais 2005/2006 - Artista mapeado.


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Sobre o trabalho de Rafael Alonso

Ao entrarmos em contato com esta série de trabalhos de Rafael Alonso devemos entender duas sutis operações:
A primeira, e mais evidente, é a de execução e conseqüente registro de um ato compulsivo - inúmeros elásticos de borracha, como os encontrados em escritórios e salas de aula, são adicionados, um a um, a diversos suportes que vão desde pequenos tacos de madeira a sanduíches de lâminas de vidro. Os elásticos são colocados, lado a lado, de tal forma a assumirem, suavemente, o formato do suporte, ao envolvê-lo, constituindo tijolos geométricos de cor, como os módulos minimalistas.

A segunda, e mais elaborada, se dá no ambiente do real, onde o objeto é acrescentado - por meio de sua quase que total descaracterização. Mas, para uma melhor compreensão do fato, é necessário que conheçamos alguns detalhes de sua confecção: os elásticos são comprados em lojas varejistas, em geral mercados populares do Brasil, em sacos plásticos sendo que, neles uma inscrição é encontrada: "proud to say, made in USA". A frase sinaliza - explicitamente - a demonstração nacionalista e imperialista de uma potência mundial.

Quando o jovem artista brasileiro adquire tais objetos e dá-lhes uma nova configuração acaba por atingir e dar fim a essa essência básica - mas sem o aspecto piegas e exagerado de determinados revolucionários mais exaltados, mas sim, com sutileza de uma pequena sabotagem ou travessura: o objeto de consumo produzido num país-potência e exportado a um país subdesenvolvido tendo como objetivo o bem estar sócio-econômico do primeiro e achatamento do segundo, agora é um objeto de arte precário que, como já dito antes, ironicamente, nos remete à determinado momento da história da arte da potência - no caso a norte-americana - mas que é produto da América do Sul, mais especificamente o Brasil.

Outro aspecto de sua descaracterização é mais material que conceitual: da maneira em que os tijolos são confeccionados, fazem-nos perder a referência do material utilizado, tornando-o irreconhecível e gerando até certo ponto um estranhamento, fazendo-o não mais elásticos de borracha - mas tinta, como numa pintura tradicional.
Algo que, definitivamente não podemos afirmar - equivocadamente - é que ocorreu uma perda ou troca de função desses pequenos objetos - como na operação básica Duchampiana - pois o elástico ainda mantém sua função específica original: envolver, unir e sustentar outras estruturas. O que ocorre, sim, é sua potencialização a objeto artístico, fazendo-o ir além deste seu objetivo básico, se constituindo em uma estrutura capaz de atingir aspectos sociais, econômicos e estéticos da sociedade.

Alvaro Seixas

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