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Ricardo Carneiro
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Ricardo Carneiro


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Outros artistas no MUVI

RICARDO CARNEIRO

Radicado em Curitiba desde 1981, freqüenta as oficinas de gravura do Solar do Barão desde 1987 praticando as técnicas de xilogravura, litografia e calcogravura. Formado em pós-graduação em História da Arte na Escola de Música e Belas Artes do Paraná.

Foi orientador da oficina de litografia da Casa da Gravura e da oficina de pintura do Centro Cultural Portão em 1990. Ministrou curso de História em Quadrinhos no Atelier Pró - Criar e na Gibiteca de Curitiba. Ministrou , durante o ano de 1995, as disciplinas de Ilustração, Desenho e Oficina de Desenho para os cursos de Desenho Industrial e Educação Artística da Universidade Federal do Paraná, na qual é atualmente professor.


Realizou exposições individuais nas Galerias Banestado de Londrina, Ponta Grossa e Curitiba, em 1990, 1991 e 1993; na Fundação Cultural de Curitiba, em 1991, e na Itaúgaleria de Goiânia, em 1992.

Dentre as exposições coletivas realizadas, destacam-se: coletiva de gravadores paranaenses na Fundação Cultural de Mato Grosso em Cuiabá, em 1987; exposição de dois artistas na Sala Gilda Belczak, Solar do Barão em 1989; exposição de dois artistas no Centro Cultural Brasil - Estados Unidos de Curitiba, e coletiva Arte Contemporânea Paranaense na Galeria Coccaco, em 1990; exposição de gravuras na Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, em 1991; exposição de dois artistas na Casa de Cultura Laura Alvin, Secretaria da Cultura do Estado do Rio de Janeiro, e exposição Paraná Arte Emergente no Museu Nacional de Belas Artes/Instituto Brasileiro de Arte e Cultura, Rio de Janeiro, em 1992; exposição Artistas do Paraná - Geração 90, no Museu de Arte de Joinville e Museu da Estação de Antonina, em 1994; exposição da Artistas de Curitiba em homenagem a Franz Krajcberg realizada na Gibiteca da Fundação Cultural de Curitiba, em l995; e coletiva itinerante Suite Vollard, Picasso - Uma Interpretação Paranaense, no Museu de Arte do Paraná, Museu de Arte de Londrina, Museu de Arte de Santa Catarina, em Florianópolis, Museu de Arte Contemporânea de Goiânia, e Teatro Municipal de Campo Mourão, em l995; exposição de dois artistas na Associação Cultural Solar do Rosário e exposição coletiva Imagens da Infância no Museu de Arte do Paraná, Curitiba, em 1996.

Participou dos seguintes salões de arte: 45°, 46° e 47° Salão Paranaense, VIII Mostra de Gravura Cidade de Curitiba, 15° Salão de Jacarezinho, Curitiba Arte 7, 6° Salão Paranaense da Paisagem de Maringá, e 10ª Mostra do Desenho Brasileiro em Curitiba.

Conquistou os seguintes prêmios: 1° lugar - Viagem a Chicago - no Curitiba Arte 7; prêmio Prefeitura de Maringá no 6° Salão Paranaense da Paisagem em Maringá; e Prêmio Prefeitura de Jacarezinho no 15° Salão de Jacarezinho.

Atuou como ilustrador de literatura infantil, tendo publicados os seguintes livros: Visitante do Barulho, e A Pedra Vermelha, de Jussara Braga; Admirável Ovo Novo, de Paulo Venturelli, e Cachorrinho Cachorrão e a Tijela de Ração, de Sylvia Orthof, publicados pela Editora Braga.



Currículo artístico

  A cor enquanto projeto artístico

O interesse de Ricardo Carneiro é a cor. Seu objeto é a pintura que se forma através dos grandes contrastes e que revela a superfície cromática e as sensações que esta pode provocar.
Abandonando as diferenças sutis de matizes cromáticas, manifestadas em superfície pouco espessas, características constantes em seus trabalhos do início dos anos 90, Ricardo envereda hoje por caminhos de azuis, ocres ou vermelhos profundos e decididos, pontos focais de uma superfície construída por tons rebaixados e híbridos. A pincelada, antes praticamente anulada em favor da cor, é agora assumida pelo artista, transformando-se em veículo de explicitação da própria matéria que constitui a obra. É a tinta enquanto matéria que começa a surgir das imagens.

Embora a cor seja a primeira impressão que se tem de seu trabalho pictórico, a temática não é apenas um meio. A figura, sempre presente, traz uma carga pronfuda de memória pessoal. Estas imagens que se apresentam ora de forma clara, ora quase imperceptível, descrevem espaços, objetos e figuras humanas como se fossem vestígios de viagens ou de visões da vida. A mensagem decifrada por trás dessas visões luta por se adequar ao corpo da tela e se nega a ser apenas a sua mensagem emocional, buscando dialogar com a linguagem da cor que a torna masi intensa e dramática. É essa luta travada entre o meio e a mensagem, entre o etéreo e o concreto, que constitui a motivação de sua poética. Os quadros de Ricardo são lugares revisitados ou mesmo lugares onde nunca estivemos e que talvez nem existam, a não ser na memória ou na superfície da tela. São vestígios fragmentados do que um dia se viu ou viveu, imagens contaminadas por nossas visões de mundo e por nossos horizontes de conhecimento e experiências.

Dulce Osinski
(do livro "Pintores Contemporâneos do Paraná, vol II.)


"Nas obras de Ricardo Carneiro, os objetos familiares conferem aos seus quadros um caráter de intimidade e doçura.
Num incrível jogo de opacidades e transparências, as suas imagens abordam sensações, impressões e emoções que provém da força expressiva e da independência do artista. São coisas simples, retiradas do seu repertório de vivências e experiências do cotidiano, que travestidas pela magia da arte assumem a dimensão do objeto estético".

Maria Cecília Araújo de Noronha



"...Recusando-se a seguir tanto os cânones acadêmicos, como as limitações do realismo, Ricardo Carneiro constrói suas propostas, com grande liberdade formal. Sob o signo da expressividade poética deixa vir à tona o espírito construtivo capaz de transformar a imagem. Ele monumentaliza naturezas mortas, principalmente peças de mobiliário como mesas e cadeiras. Substitui a visão a distância para penetrar no segredo da forma. Pretendendo decodificar seus signos, as cores determinam o ritmo do trabalho".

Adalice Araújo


" A paixão brota com suavidade prestes a explodir na obra de Ricardo Carneiro".

Orlando Silva


"...com total independência, o artista cira num clima de poesia que brota dos objetos cotidianos..."

Souto Neto

(textos acima retirados do catálogo da exposição de Ricardo Carneiro, no Solar do Rosário, em 1996)

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