Marcelo Conrado
MARCELO CONRADO

Marcelo Miguel Conrado
1976 - Vive e trabalha em Curitiba/PR

Artista visual. Mestrando em Ciência Jurídica pela Faculdade Estadual de Direito do Norte Pioneiro - Jacarezinho/PR, com dissertação desenvolvida na área da proteção da propriedade intelectual. Pós-graduado em Sociologia Política pela UFPR. Professor da UniBrasil.

Fotografia das obras expostas no Solar do Barão:
Nêgo Miranda


Linguagem artística - são duas palavras muito usadas nas artes visuais para designar a individualidade do trabalho de um artista. Entretanto, raras vezes este binômio é empregado tão bem quanto referente à obra extremamente pessoal de Marcelo Conrado. Porque sua arte é a representação viva e sintética destas palavras.

Conrado vem desenvolvendo uma linguagem artística única através do talento, da persistência e da pesquisa sistemática da arte elaborada nestes dois últimos séculos, percorrendo um caminho tal como o Zen. Seus trabalhos ressaltam a fluidez e o grafismo dos traços - características que têm raízes no desenho - e dali derivam para uma obra que se ocupa muito mais do espaço e da profundidade do que da própria matéria utilizada: o crayon, a tinta. É uma pintura-gráfica depurada, nervosa, que possui uma qualidade muito forte em sua autopresença como obra de arte. Ela se corporifica e se representa nela mesma, pois lhe subjaz uma linguagem que, apesar de não ser um código de significados, não deixa de se constituir numa gramática de formas. Arte cujo leit-motiv é a essência mesma, sem contágios nem contaminações.

São versões - e aí entra o grande repertório do artista - que não se repetem jamais, mas que detém algo específico em sua criação, sendo facilmente reconhecíveis como obras de Conrado, o que é extremamente difícil de conseguir em se tratando de arte abstrata, e mais, com uso restrito de cores, e muito mais ainda, após a pluralidade do abstrato contemporâneo. Assim, uma espécie de escrita embutida onipresente, representada por uma linguagem intensa em expressão, mantém um significado cuja referência é o próprio Conrado.

Esta simbiose criativa, que perpassa por todos os seus trabalhos determinando sua identidade e autoria, gera uma linguagem em dois níveis: na arte e na vida. Deste modo, suas obras delineiam uma cosmogonia de formas abstratas, ao mesmo tempo em que, tal como um palimpsesto da vida, compõem a visão de mundo - weltanschauung - que Conrado nos oferece.

Nilza Knechtel Procopiak
Membro da ABCA/AICA e ANPAP


 
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