Fernando Augusto
Os Últimos Dias de Meu Pai
Coletiva Múltiplas Identidades - Casa Andrade Muricy
03 de junho a 18 de julho de 2004
OS ULTIMOS DIAS DO MEU PAI

A morte é uma provedora de sentido. Nosso tempo de vida chega a ela .

Não é o fim, é o objetivo, o sentido: passar, conhecer, desfrutar, ocupar um lugar e deixar este lugar para outros viverem esta experiência de passagem. A vida é possível na passagem, senão não haveria lugar para ela e não poderíamos ter existido. "Este é o sentido da morte: O estágio final do crescimento".

Há muitas maneira de nos defrontarmos com ela. A fotografia, indicial e icônica possibilita, em parte, esta vivência; o que vemos através dela existiu de fato, esteve lá naquele lugar onde a fotografia se fez. Não é uma fotografia para não se esquecer, mas vivenciar a dor e beleza de morrer. ;Conforme escreve, maravilhosamente em seu livro "A morte estágio final da evolução", Elisabeth Kübler-ross, Quando, de alguma maneira, sentimos a morte perto, apresenta-se uma oportunidade final de crescer e viver mais plenamente o humano. Podemos começar a a encarar a morte como companheira invisível e amigável em nossa jornada de vida e aprender a viver a vida, podemos aprender a concentrar-nos em algumas coisas que aprendemos e ignoramos: observar e alegrar-se com o brotar das folhas no chão, admirar a beleza das nuvens num entardecer, observar com surpresa o crescimento de uma criança, sentir o frescor e a temperatura do ar que respiramos, da água que bebemos. "Alegrar-se com oportunidade de experimentar cada novo dia é preparar-se basicamente para aceitar a morte"
Fonte: http://www.muvi.advant.com.br
Coordenação: Fábio Channe